Annie Piagetti Müller

O maior desejo de 2012!

dezembro22

Queridos leitores!

Criei um texto que considero muito especial para dizer meu maior desejo a cada um de vocês. E, como escritora, ele não poderia ser resumido em 140 caracteres. As palavras abaixo fluíram como se precisassem ser escritas (e, geralmente, assim saem os melhores textos). Bem, pra dar um gostinho, o texto está depois da imagem… Embora ela não fale por mais do que as minhas mil palavras ;)

Newsletter Final de Ano A Turma do Meet-ALT02

O PRESENTE

Chegou a época dos presentes. De dar e receber, de trocar no amigo-secreto. Nos shoppings, aquela correria: o entra e sai das lojas buscando o maior custoXbenefício para agradar pais, maridos, irmãos, tios-avós. Na mente, a curiosidade: e o que eu vou ganhar dos meus amigos-Noéis?

Se observarmos essa correria às lojas num sábado como o de hoje, saberemos o que vamos encontrar: movimentação intensa no bate-bate dos corredores, em que nos  chocamos (fisicamente) com pessoas desconhecidas. Encontramos mais de 300 opções de vitrines com produtos de todos os tipos, prateleiras lotadas pelos eletrônicos mais pedidos, centenas de máquinhas Cielo operando mais depressa do que os ajudantes doendes na fábrica de brinquedos,

No noite do Natal (ou nas noites que acontecem antes, nos pré-Natais entre parentes ou amigos), estreamos tudo o que viemos preparando: entregam-se os presentes, abrem-se seus pacotes verde e vermelho, degusta-se suas formas e modos de uso. O climax do prazer do consumo, inevitavelmente prazeroso.

Assim como vem o Natal, ele vai e ficam os papéis coloridos, das marcas que ganhamos no armário da despensa, ficam os presentes no quarto, enquanto alguns deles (como o novo par de Havaianas que o a mamãe de!) são levados para a continuação do clímax: as férias, os quinze dias no paraíso. O maior dos presentes. Banhos de mar infindáveis, jantares em pizzarias, riso e cerveja a la vonté.

Na sua volta, a derradeira realidade terrestre. A rotina, logo no dia dois, nos recebe calorosamente (e sem a brisa do mar).

O final de ano é assim: formado por uma sequencia desenfreada de climax após clímax, como se a nossa vida operasse sempre nos momentos-auge daquele filme de suspense. E a dupla açãoXreação desse período é sintetizada na frase clássica: “Trabalhei tanto… Eu mereço”. E é bom demais, não é mesmo? Pena que não dura para sempre.

Mas existe um momento nada efêmero, no meio de todo esse rito de passagem. Um momento que, embora sua natureza seja passageira, nos convida a vivê-lo, sim, como se durasse para sempre.

Algumas coisas sobre este momento:

> Este momento não deve ser consumido no automático, como crianças que abrem pacotes recebidos em excesso.

> Ele não pode ser esquecido logo que a troca de ano se vai. É um momento para ser lembrado.

> Ele deve ser aberto todos os dias e não abandonado feito presentes que não gostamos de ganhar.

> Quando ele for aberto, deve ser usado em seguida para não perder sua validade (caso não seja preservado em local com luz pode estragar logo, logo).

> Durante o uso, divida este momento com alguém. Fica muito mais saboroso.

> E, por fim, ele não deve ser deixado de lado por hipótese alguma, guardado no armário da mente. Pelo contrário, deve-se senti-lo no coração.

Ele é o presente certo. Não tem erro e não tenha dúvida em comprá-lo. Gaste o quanto precisar para fazê-lo à sua vontade. Invista tempo na sua escolha. É o tempo que dedicar a ele que o fará tão interessante. Diferente dos slogans das marcas que ganhamos, este presente é realmente feito sob medida. É personalizado e pode-se customizá-lo todos os dias. Serve para todos os tamanhos e todos os bolsos. E você pode dá-lo a quem quiser. E deve. Principalmente a você mesmo.

Bem-vindo ao melhor dos presentes. Ele próprio, o agora.

Por uma campanha “Ganhe muitos presentes. Mas vivia o presente”.

Off e online: um mundo adolescente só

novembro13

Internet e adolescente, adolescente e internet. Tudo um mundo só. Off e online? Não existe diferença para quem já nasceu num ambiente digital. Foi sabendo e pensando nisso que me aventurei numa ação de marketing promocional dirigida ao público teen (que eu a-do-ro e, por isso, me envolvi diretamente no planejamento desse projeto digital).

Pra começar, o cliente já era divertido por si só: a rede de idiomas Yázigi, que traz no seu DNA o gostinho pela novidade, pela paixão de aprender e viajar, tudo a ver com o público jovem, um exímio experimentador. Depois, vem a nossa visão próxima sobre os teens, uma visão motivada por mim e encabeçada pelos meus colegas da Pronexo Digital Thinking.

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O resultado foi a criação de um divertido jogo online que você confere, a seguir, seus melhores momentos. Foi a partir disso tudo que tenho a alegria e o orgulho de dizer que a Pronexo alcançou seu primeiro prêmio web na mais reconhecida premiação gaúcha de propaganda, a ARP (Associação Riograndense de Propaganda). Levamos Prata pra casa! Além, claro, da vontade de criar muito mais. E é justamente essa vontade de criar a inspiração de cada (turbulento!) dia publicitário. Profissão doída, mas divertida.

Assista o vídeo case que explica o porquê do sucesso dessa história toda: http://www.protarget.com.br/clientes/YAZIGI/

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Abaixo, divido a  premiação dupla que a Pro>Target/Pronexo ganharam em nome da criação dessa grande ação teen!

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Por fim, leia o post completo sobre o assunto lá no blog Pronexo Digital: http://pronexo.com.br/blog/?p=951

Beijos emocionados,

Annie

Meet nas Feiras do Livro

outubro25

Queridos superleitores teens!

Confiram onde me encontrar nos dois últimos finais de semana do ano, para falarmos sobre como ler pode ser divertido… vcs não irão se arrepender :D

Um beijo

Annie

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Imagem e palavras!

outubro2

Apresentar a leitura de forma lúdica, encantadora, e, por isso, divertida, é o desafio de todos que escrevem, incentivam e de forma ou outra promovem a leitura. Já visitei centenas de escolas enquanto autora infanto-juvenil e sempre me surpreendo com as boas iniciativas! Por isso, destaco aqui o belo convite para a Feira do Livro do colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo. Enquanto publicitária, não poderia deixar de ressaltar que uma imagem bonita pode não substituir, mas, ao contrário, pode atrair para a leitura de mais de mil palavras.

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Adorei especialmente como a organização da feira preocupou-se em apresentar os autores e suas prosas ficcionais enquanto “palavras que traduzem encantamento”. De verdade, me senti honrada com essa apresentação. Afinal, o que mais um autor quer senão encantar com sua história?

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Adolescentes, aguardem-me! Será um Meet muito especial!
Superbeijo,
Annie

Novidades da Turma do Meet

setembro27

Veja as últimas novidades sobre A Turma do Meet e suas aventuras literárias por aí!

Ah ,sim, e se quiser me encontrar, é só “me seguir”. No twitter também vale, claro, mas nada como um encontro pessoalmente… ;)

Annie.

MEE 0001-11- newsletter abril - maio

Os donos do mundo

agosto21

Quem são os donos do mundo??

Refletindo sobre o poder do adolescente no mundo de hoje (enquanto eles já nasceram digitais, os mais velhos continuam sentindo-se os maiorais), vi um texto sair de mim rapidinho, expelido não sei por qual força, talvez pela constatação real de como é o jovem de hoje. Através das provocativas palavras abaixo, peço que tire suas próprias conclusões :)

“somos um pouco de tudo; de bruxas e vampiros, de anjos e deuses. fazemos caprichos do mal, somos muito do bem. somos de um lugar incerto, onde já existiu o errado e o certo. somos o grito virtual, em mínimos caracteres, e o grito real, eterna indignação com pais, políticos e professores. nesta intensidade toda, morremos de ciúme do outro: namorado, amigo, indefinidos. somos a pele arrepiada com os excessos da paixão. e a intocada, envergonhada pela sua ausência. nas diferenças, somos muito parecidos. esquisitos, às vezes. melhor assim: somos produto quase original, sombra do que ficou, parte que se criou. efeito da velocidade, somos a própria. afinal, experimentando antes, entendemos mais. melhor? entendemos um pouco de tudo. e isso nos basta. somos os donos do mundo”.

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Annie P Müller, um domingo ensolarado de inspiração, 21 de Agosto de 2011.

A escrita na Web 2.0

julho16

O que muda na escrita da era digital? Quais são as grandes diferenças na publicação de conteúdo na Web 2.0 e do futuro? O que nos motiva a escrever para uma audiência que muitas vezes desconhecemos? Por que, afinal, escrevemos onde tantos falam e poucos têm tempo para ler?

Reuni alguns pensamentos de big people que tem muito a dizer (em menos de 140 caracteres) sobre isso tudo. O material foi coletado numa apresentação do SlideShare que reproduzo em parte aqui, com algumas curtas considerações.

Começamos bem: o blog é ferramenta essencial na social media. Why? Porque ele agrega todo o conteúdo num espaço só, com hiperlinks de compartilhamento saindo dele para o resto todo.

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Conteúdo relevante! Uma missão a ser passada. No papel ou no blog, ter uma sólida mensagem é essencial.

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Clareza nas palavras. Uma boa história só pode ser entendida (seja por qual ângulo for) se estiver escrita de maneira clara, para que o story-telling seja bem construído na mente do leitor.

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Escrever sem conhecer o público leitor. Desafio que, ao meu ver, não acontece apenas online. Qualquer livro que sai da estante de uma livraria vira obra pública e seu autor não pode imaginar onde ele vai parar. Por aqui, pelo menos, podemos rastrear o leitor: quem interage publica seus dados para comunicação, estreitando o contato autor>leitor, fazendo jus à ideia do co-autor, onde o leitor se torna parte fundamental do enredo da história.

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Gostar de escrever. Amar escrever. Apaixonar-se por um tema, por um mundo ou personagem. Com gosto pela escrita, não há livro ou blog que resista.

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Esta última frase sintetiza uma das características  mais especiais do universo online: mais do que nunca, o leitor pode e quer se tornar o personagem central da história. Não é à toa que meus livros ganharam diferentes finais sugeridos por jovens online! Não é à toa que os funfics de Harry Potter dominaram a rede. É a internet à favor da interação social. Do mesmo modo, quem escreve precisa sempre estar de olho no seu herói.

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O material na íntegra pode ser conferido em http://www.slideshare.net/HubSpot/101-awesome-marketing-quotes.

Meet no Kzuka

junho20

“Ela escreve pra galera”. Adorei! Belo título que já motiva o adolescente a ler logo ao começo da matéria. E foi neste espírito da leitura por prazer que fiz a entrevista para o jornal jovem Kzuka. A seção “Mandei Bem” entrevista pessoas que estão correndo atrás. Bem, nesse caso até tem a ver comigo: o objetivo é esse mesmo, correr atrás da galera para fazê-la ler mais ;)

A entrevista saiu na edição de Junho do jornal mais lido pelos estudantes gaúchos. Confira aí. Bem legal!

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Bem chic e poderosa eu no índice da revista: influenciar os teens a ler é coisa séria!

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A caveira cor-de-rosa Parte 2

junho5

Levanta a mão quem não tem desenho algum de caveira na sua vida. Pode ser numa peça de roupa, na própria tiara ou no colar, no tênis All Star, num material escolar, no wallpaper do seu blog ou twitter. Fato é que o uso do símbolo da caveira mudou. Ela, que originalmente representava morte, medo, filmes de terror ou seitas perigosas, agora pode ser rosa-pink, com estampa de oncinha, de strass ou glitter, fashion ou geek.

A minha prima tem tatuada uma caveira com laço na cabeça. É, isso mesmo: um laço na cabeça da caveira (!). No Brasil, sua imagem enquanto ícone de moda (e não mais associada aos punks e darks) foi difundida pelo irreverente estilista Alexandre Herchcovitch. Divagando por esse elemento que antigamente eu teria medo de divagar, concluo que a caveira é mais do que uma expressão de estilo: é a definição do estilo por si só, que expressa um mundo despreendido de tabus e tribos.

Quando eu morei em Londres, conversei com três adolescentes enquanto esperava numa parada de ônibus. Elas usavam maquiagens e roupas muito doidas e divertidas, daí o meu interesse. A conversa foi mais ou menos assim:

- Como vocês definem o seu estilo?

- Definir, assim, com uma palavra? (uma falava em nome das três)

- Bem, pode ser com mais de uma.

- Na verdade, não temos definição (eu armei uma cara de interrogação)

- Somos um mistura de tudo, do que gostamos com o que nos parece diferente.

- E essa maquiagem?

- Inventei, gostou?

- Criativa.

- Obrigada, essa é a ideia, entendeu?

Notem o quão infeliz foi a minha primeira pergunta. É claro que elas não queriam definir um estilo. Ao contrário! E foram alegres e autênticas em suas respostas.

Depois daquele dia, tive a súbita consciência de que vivemos numa época muito mais criativa. E, conscientes disso, podemos ousar. Ouse você, mais! Escolha combinações diferentes de looks que provem a sua visão diferente de mundo. Melhor ainda: que prove o seu respeito às diferenças.

* Ficou curiosa para ver a maquiagem das meninas sobre as quais eu falo no texto? É só ler o post que deu origem a esse: http://www.protarget.com.br/wordpress/?p=475 e ainda um outro, focado no marketing da diversidade: http://www.protarget.com.br/wordpress/?s=caveira

Esse texto foi originalmente publicada pela revista Todateen online, onde assino uma coluna quinzenal. Acesse lá: http://todateen.uol.com.br/colunistas/966/materia/a-caveira-cor-de-rosa.html

Geração 2em1

maio22

Faz um tempo que a minha dupla identidade já foi revelada. Eu, escritora, e eu, publicitária. Admito: ambas, sempre, em duelo. Quem sabe como é assumir duas atividades ao mesmo tempo (que desenrolam em mil outras atividades ao mesmo tempo), sabe como pode ser uma guerra entre Gregos e Troianos. Ou entre Vampiros e Bruxos, parafraseando a minha adorada literatura infanto-juvenil.

As fotos abaixo foram feitas sobre Eu, escritora, para o jornal jovem Kzuka e serão publicadas na edição de Junho. Enquanto isso, me pergunto: será que eles não deveriam ter escrito uma matéria sobre a Annie publicitária? Não é conflito de egos, embora assumir duas atividades diferentes signifique, justamente, lidar com mais de uma vontade do seu próprio ser. Representar dois papeis também é uma forma de caracterizar o mundo em que vivemos. Um espaço onde podemos ser mais do que uma pessoa só. Fazer mais do que uma única atividade. “We want to be a little bit of everything“, me disse uma adolescente certa vez. Copiando suas palavras, é isso mesmo que eu replico: queremos, podemos (embora nem sempre consigamos) ser mais do que uma coisa. Abaixo, a Annie autora, para conhecerem o espaço onde escrevo os livros, algumas reportagens, muitos tweets e este blog aqui.

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É um quarto de adolescente, isso mesmo! Com direito a coleção de lápis (é a maneira de eu trazer uma lembrança a ver comigo de cada lugar visitado), mural na parede (com as fotos da viagem à Amazônia, que inspirou meu último livro) e inutilidades úteis que poluem a escrivaninha (aqui, organizada para a sessão de fotos do jornal).

As fotos ficaram “fofas”, como diriam minhas leitoras. Afinal, meu quarto é fofo (enquanto ele ainda é meu, pois es antes dos 30 preciso acordar e deixar a casa de sempre). Mas a verdade – e não sou hipócrita – é que o jornal deveria ter me fotografado no escritório, onde os meus últimos dias estão sendo mais vividos, ocupados com a face publicitária, com escritas rápidas e visitas a colégios do que com o prazeroso e igualmente dolorido ato de escrever (que me intitula escritora, embora eu prefira dizer que escrevo, somente gosto de escrever, em meio aos dias agitados).

Bem, tudo isso para dizer que eu também sou da Geração 2 em 1.

Resta-nos imaginar como será a Geração Z, essa Mil em 1 que já nasceu e eu tô vivendo e escrevendo pra entender :)

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